Mais um ano sem Ayrton Senna

Marcio Souza
01/05/2016

Há 22 anos, um estádio de futebol se juntava numa única voz para entoar um grito apertado, um grito de tristeza. No clássico entre Vasco e Flamengo, no Maracanã, na tarde de 1º de maio de 1994, mais de 100 mil torcedores sincronizaram as vozes para gritar por Senna, lhe dando, em memória, o último adeus. Logo cedo, pela manhã, os brasileiros que estavam em frente à TV presenciaram a última volta da vida do piloto, na Curva do Tamburello, em Bolonha, na Itália. Era o GP de San Marino.

Uma batida frontal lhe tirava a vida. Tão angustiante quanto ver aquela imagem brusca, foi sentir o tom de voz de Galvão Bueno ao narrar o choque do carro no muro de proteção. Era a certeza de que algo não estava no controle. No momento do impacto, segundo reportaram alguns veículos de comunicação, ele pilotava sua Williams a mais de 300 km/h. Foi, simplesmente, um domingo avassalador. As emissoras de rádio e TV não falavam de outra coisa.

Um trecho do livro “Ayrton Senna, um herói revelado” deixa claro a admiração das pessoas com o velocista. No meio da viagem – no translado que trazia o corpo para o Brasil –  um dos integrantes da tripulação avisava ao grupo que estava no voo, que aviões emitiam sinais de luz  em rotas próximas à do MD11. Era uma homenagem ao corredor brasileiro na noite sem nuvens do Oceano Atlântico. Um comandante de outro avião dizia pelo rádio: “Ayrton, seja bem vindo ao Brasil que te ama” (pág. 569).

Herói brasileiro e ídolo para os amantes do automobilismo, o piloto se destacava por sua postura longe das pistas e não apenas pelo seu status de tricampeão.  Adepto de um discurso “do bem” e de uma simpatia contagiante, Ayrton vivia preocupado com as causas sociais, com a questão da igualdade. Seu legado segue vivo até hoje. O desejo de proporcionar uma vida digna permanece firme através do instituto Ayrton Senna, cujo o objetivo é levar educação de qualidade para as redes públicas de ensino no Brasil.

Sua trajetória brilhante na Fórmula 1 se estende a 161 GPs disputados, 65 pole positions, 19 voltas mais rápidas, 2.982 voltas na liderança, 41 vitórias e 614 pontos somados na carreira. Números incontestáveis.  As vezes que ele subiu ao pódio estão cravadas na memória do povo brasileiro.

 Nos confortemos com as boas lembranças.

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Três treinadores “voaram” em pouco tempo

Há mais de um mês, exatamente no dia 24 de março, o Santa Cruz anunciava oficialmente a demissão de Marcelo Martellote. O rompimento do vínculo com o treinador, segundo a diretoria, foi motivado pelo início de ano ruim: a falta de resultados convincentes no Estadual. Milton Mendes assumiu o posto e vem ganhando a simpatia dos corais até então. O time está na final da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano.

A ideia de mandar pra fora atracou nos outros grandes da capital pernambucana. O Sport demitiu Falcão e ainda não tem outro nome na cartola. Existem cogitações, mas nada oficial. Por enquanto, segue Thiago Gomes, assistente do ex-treinador. Em coletiva de imprensa semana passada, Thiago deixou claro (modestamente) que deseja ficar no clube como titular absoluto – fato que vai depender dos resultados e da diretoria, é claro.

Os bons números do Náutico no Campeonato Pernambucano não foram parâmetros para blindar Gilmar Dal Pozzo. A diretoria alvirrubra anunciou a demissão do técnico no início da noite desta segunda-feira (25). A permanência dele, segundo sites esportivos do Recife, vivia sendo questionada por alguns diretores. Isso piorou após a não classificação do time  à final do Estadual. As duas derrotas para o Santa Cruz nas semis foram o estopim para a sua saída.

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Náutico e Santa comemoram novos acertos financeiros

Marcio Souza
15/04/2016

 

Um time não vive apenas de vitórias, mas de cifras. Montantes, repasses, aplicações, investimentos… fazem parte da vascularidade de uma grande equipe. Náutico e Santa podem estar vivendo um bom momento, ou ele está bem próximo.

O Timbu fechou com um novo fornecedor de material esportivo até 2019, com início  do vínculo a partir da Série B deste ano. Trata-se da Topper, que substitui a Umbro por questões motivadoras (financeiramente falando).  Segundo reportagens, o que se sabe até o momento é que o valor do acordo é seis vezes maior que o atual.

O Santa Cruz, por sua vez, não declarou oficialmente, mas adiantou uma informação que deixou os tricolores mais felizes. O presidente Alírio Moraes citou em entrevistas que vai ter a MRV Engenharia como patrocinadora master para o Brasileirão. As cifras também não foram divulgadas, mas pelo discurso de Arílio o negócio vai ser bom.

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