Técnico do Vera Cruz tem estilo e projeta futuro no Galo

Marcio Souza
07/09/2016

Mal começou a segundona do Campeonato Pernambucano e ele já pensa muito alto no Galo (nada de errado nisso). Vito Capucho, o treinador do Vera Cruz, estreou com o pé direito na competição e deu o primeiro passo rumo à primeirona em 2017. A equipe somou os três primeiros pontos na tabela na rodada inaugural do torneio jogando contra “o pior time do mundo”, o Íbis (que de pior não tem nada).

Em Carpina, no sábado passado, o clube vitoriense venceu o Pássaro Preto por 4×2 numa partida acirrada e praticamente decidida nos últimos minutos da segunda etapa.  Bom para o treinador, que, em sua passagem por Pernambuco, já tem algo marcante para recordar. Capucho é nativo do futebol capixaba.

Em suas entrevistas nas emissoras de rádio assim que chegou por aqui, ele já deixava claro seu estilo de fazer futebol. O mandatário, além de possuir o perfil “INMETRO” de exigência com seus jogadores, adota uma visão estudada para montar o time: analisa, anota, modifica e põe em prática sua metodologia. Ousou no sábado passado ao deixar apenas o atacante Rafinha sendo responsável pelas finalizações. Deu certo, pois o jogador marcou dois gols.

A “beca” do técnico chamou a atenção no seu primeiro jogo. Capucho mostrou que tem estilo.

Para ele, acima do respeito aos oponentes, a segundona serve como laboratório para a elite. “Saímos na frente porque o pensamento nosso é o Campeonato Pernambucano 2017. Então a proposta de trabalho nossa é usar essa competição como preparação pra a gente chegar no ano que vem bem fisicamente e tecnicamente. Eu acho esse trabalho da segunda divisão, com respeito a todos, um laboratório. Nós estamos pensando sim no ano que vem, nós estamos pensando sim em subir”, disse ele ao Panorama Esportivo no fim do jogo passado.

O Vera Cruz descansa na segunda rodada, mas volta a campo no dia 17, contra o Afogados da Ingazeira, no Carneirão. Na tabela, a equipe ocupa a terceira colocação, ficando atrás do próximo adversário e do Barreiros.

 

Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

Três treinadores “voaram” em pouco tempo

Há mais de um mês, exatamente no dia 24 de março, o Santa Cruz anunciava oficialmente a demissão de Marcelo Martellote. O rompimento do vínculo com o treinador, segundo a diretoria, foi motivado pelo início de ano ruim: a falta de resultados convincentes no Estadual. Milton Mendes assumiu o posto e vem ganhando a simpatia dos corais até então. O time está na final da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano.

A ideia de mandar pra fora atracou nos outros grandes da capital pernambucana. O Sport demitiu Falcão e ainda não tem outro nome na cartola. Existem cogitações, mas nada oficial. Por enquanto, segue Thiago Gomes, assistente do ex-treinador. Em coletiva de imprensa semana passada, Thiago deixou claro (modestamente) que deseja ficar no clube como titular absoluto – fato que vai depender dos resultados e da diretoria, é claro.

Os bons números do Náutico no Campeonato Pernambucano não foram parâmetros para blindar Gilmar Dal Pozzo. A diretoria alvirrubra anunciou a demissão do técnico no início da noite desta segunda-feira (25). A permanência dele, segundo sites esportivos do Recife, vivia sendo questionada por alguns diretores. Isso piorou após a não classificação do time  à final do Estadual. As duas derrotas para o Santa Cruz nas semis foram o estopim para a sua saída.

Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

Trio da capital tem que reciclar as vaias

Sport, Santa Cruz e Náutico estão tendo um início de ano morno, apesar de serem “favoritos” no Campeonato Pernambucano (o Salgueiro também é!).  A temperatura deve esquentar mesmo quando eles estiverem em campo pelo Campeonato Brasileiro. Apesar de um clima aparentemente ameno, do início da temporada até hoje, algumas vaias foram proferidas contra estes três clubes.

Isso é realidade, mas o eco negativo não pode refletir dentro de campo.  Deverá ser reciclado e tirado como proveito. Esse manifesto tem ocorrido porque alguma coisa – mesmo que seja vista como irrelevante – não vai bem.

Jogos apáticos na Copa do Nordeste, derrotas inesperadas no Estadual, desclassificação na Copa do Brasil e postura frágil dentro de campo são cenas que têm irritado aos torcedores dessas equipes. Alguns rezam, outros se planejam para que esse panorama mude daqui que os jogos do nacional comecem.

Ainda resta algum tempo para trabalhar. Tenha fé, torcedor, só o tempo pode escrever o futuro.

Compartilhe:Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone