O faro de um artilheiro

Marcio Souza
23/05/2016

O bom início de temporada do Santa Cruz deve-se a todo o grupo. Isso é fato. Bons jogos e placares elásticos como as goleadas em cima do Vitória (BA) e Cruzeiro, deve-se também à força de um artilheiro. Grafite, de 37 anos, é o maior goleador em início de Brasileirão na era dos pontos corridos.

O seu posicionamento em campo é uma característica de quem tem faro de gol. E que faro! São seis gols marcados até agora. Motivo de inspiração para os demais companheiros, o centroavante repete a performance que manteve no Wolfsburg, da Alemanha, 2008/2009.

Bem, para garantir a fartura de tentos marcados, a diretoria coral busca renovação com o atleta por mais algumas temporadas… Pelo menos, o jogador garante que o acerto está encaminhado, restando apenas seu anúncio oficial.

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Semana triste com mortes no futebol

Marcio Souza
09/05/2016

Quando Serginho inclinou o corpo e desabou aos pés de Grafite, na partida entre São Caetano e São Paulo, no Morumbi, em 27 de outubro de 2004, o futebol nacional presenciava a cena mais triste de sua história em se tratando de Campeonato Brasileiro. O zagueiro, camisa 5 na ocasião, morreu às 22h45 daquele dia de parada cardiorrespiratória.

Passados 12 anos, muitas tragédias aconteceram dentro de campo. Essa semana, três notícias pegaram os amantes do futebol de surpresa. Foram três mortes dentro das quatro linhas. Duas no exterior e uma no Brasil. O jogador camaronês Patrick Ekeng desabou no gramado apenas sete minutos depois de entrar em campo pelo Dinamo Bucareste, pelo Campeonato Romeno no final de semana passado. O socorro foi imediato, mas o volante não resistiu.

Outra notícia marcante do final de semana foi a morte do meio-campista do Friburguense (RJ) Bernardo Ribeiro. Ele estava em Recreio, cidade de Minas Gerais, disputando uma partida amadora quando se sentiu mal e precisou ser substituído. Após ser hospitalizado, o atleta morreu. No domingo, em Camarões, uma goleira também teve o mesmo fim.  Jeanine Christelle Djomnang, 26 anos, se sentiu mal quando ainda estava em aquecimento.

São casos semelhantes, em lugares distintos, com pesares iguais e um único resultado: uma perda para o futebol…

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Mais um ano sem Ayrton Senna

Marcio Souza
01/05/2016

Há 22 anos, um estádio de futebol se juntava numa única voz para entoar um grito apertado, um grito de tristeza. No clássico entre Vasco e Flamengo, no Maracanã, na tarde de 1º de maio de 1994, mais de 100 mil torcedores sincronizaram as vozes para gritar por Senna, lhe dando, em memória, o último adeus. Logo cedo, pela manhã, os brasileiros que estavam em frente à TV presenciaram a última volta da vida do piloto, na Curva do Tamburello, em Bolonha, na Itália. Era o GP de San Marino.

Uma batida frontal lhe tirava a vida. Tão angustiante quanto ver aquela imagem brusca, foi sentir o tom de voz de Galvão Bueno ao narrar o choque do carro no muro de proteção. Era a certeza de que algo não estava no controle. No momento do impacto, segundo reportaram alguns veículos de comunicação, ele pilotava sua Williams a mais de 300 km/h. Foi, simplesmente, um domingo avassalador. As emissoras de rádio e TV não falavam de outra coisa.

Um trecho do livro “Ayrton Senna, um herói revelado” deixa claro a admiração das pessoas com o velocista. No meio da viagem – no translado que trazia o corpo para o Brasil –  um dos integrantes da tripulação avisava ao grupo que estava no voo, que aviões emitiam sinais de luz  em rotas próximas à do MD11. Era uma homenagem ao corredor brasileiro na noite sem nuvens do Oceano Atlântico. Um comandante de outro avião dizia pelo rádio: “Ayrton, seja bem vindo ao Brasil que te ama” (pág. 569).

Herói brasileiro e ídolo para os amantes do automobilismo, o piloto se destacava por sua postura longe das pistas e não apenas pelo seu status de tricampeão.  Adepto de um discurso “do bem” e de uma simpatia contagiante, Ayrton vivia preocupado com as causas sociais, com a questão da igualdade. Seu legado segue vivo até hoje. O desejo de proporcionar uma vida digna permanece firme através do instituto Ayrton Senna, cujo o objetivo é levar educação de qualidade para as redes públicas de ensino no Brasil.

Sua trajetória brilhante na Fórmula 1 se estende a 161 GPs disputados, 65 pole positions, 19 voltas mais rápidas, 2.982 voltas na liderança, 41 vitórias e 614 pontos somados na carreira. Números incontestáveis.  As vezes que ele subiu ao pódio estão cravadas na memória do povo brasileiro.

 Nos confortemos com as boas lembranças.

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