Em seu primeiro dia como prefeito em exercício de Vitória de Santo Antão, na Mata Sul de Pernambuco, o professor Edmo enviou um ofício ao diretor-presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, solicitando esclarecimentos sobre os esgotos que estão sendo despejados diretamente no Rio Tapacurá, principal curso d’água que corta o município e que forma a Barragem do Tapacurá, um dos principais pontos de abastecimento de água para a cidade e parte da Região Metropolitana do Recife.
O ofício foi encaminhado com cópia à 4ª Promotoria de Justiça Cível (Curadoria de Meio Ambiente) no município. A intenção é que “esta gestão, bem como o Ministério Público de Pernambuco, possam compreender, de forma precisa, o atual cenário da prestação desse serviço público essencial”, destaca o professor Edmo.
O problema foi verificado após a Prefeitura realizar a limpeza das margens e o desassoreamento do rio como ação de prevenção ao período de inverno, com o objetivo de reduzir problemas que possam ser ocasionados pelas chuvas, que se intensificam entre junho e julho.
No texto, o prefeito em exercício questiona por que a Compesa não trata mais de 60% do esgoto da cidade e o despeja diretamente no Rio Tapacurá. Também questiona a falta de investimentos da Companhia no saneamento básico do município, uma vez que a cidade apresentaria um déficit de 18 estações de bombeamento de esgoto, responsáveis por levar os resíduos até a estação de tratamento. Outro ponto levantado diz respeito à cobrança da Taxa de Esgotamento Sanitário aos moradores de Vitória.
“Caso o serviço não esteja sendo prestado como deveria na cidade, e haja informações desencontradas que indiquem isso — por isso pedimos esclarecimentos e não formalizamos uma denúncia —, acreditamos que a taxa de esgoto pode ser caracterizada como cobrança indevida. É importante destacar que tudo isso é tratado no ofício como pedido de informações. Quando a diretoria da Compesa responder, poderemos ter clareza sobre o que se passa em nosso município no que se refere ao serviço prestado pela Companhia”, concluiu o professor Edmo.
