“A Feira das Feiras”: Fenearte celebra 25 anos de uma história que transformou o artesanato brasileiro; ingressos já estão à venda

Com investimento de R$ 15 milhões, Governo do Estado, através da Adepe, realiza a 25ª edição da feira entre os dias 09 e 20 de julho, no Pernambuco Centro de Convenções

Política pública que já marcou a história do artesanato brasileiro e que continua vibrante e aguardada por mestres, artesãos e toda a gente que reverencia a cultura popular, a Fenearte Feira Nacional de Negócios do Artesanato chega à 25ª edição envolta por uma atmosfera de festa. Neste ano, a Maior Feira de Artesanato da América Latina fará uma celebração à própria memória, com o tema “A Feira das Feiras”. Será de 09 a 20 de julho, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda.

Realizada pelo Governo do Estado por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco Adepe, a 25ª Fenearte recebe investimento total de R$ 15 milhões e tem fôlego para renovar ou superar os bons números de 2024, quando alcançou recordes no impacto econômico (R$ 108 milhões), no número de pessoas (cerca de 320 mil) e também na aprovação do público geral (98,6%). Para esta edição, os ingressos já estão à venda pelos sites da Fenearte e Adepe e em pontos físicos.

“A Fenearte é a grande celebração da nossa cultura, das nossas tradições e da força e da garra do nosso povo. Estamos muito felizes e honrados em conduzir esta que é a 25ª edição do evento, com este tema que retrata muito da vida de quem faz e vive do artesanato. Nossa expectativa é promover, além de muitos negócios, uma grande celebração a todas e todos que fazem da Fenearte o que ela é hoje”, diz Camila Bandeira, diretora-executiva da 25ª Fenearte.

“A FEIRA DAS FEIRAS”

Ao mesmo tempo em que valoriza a própria história, a 25ª Fenearte fará a sua comemoração evocando as feiras livres de todo o Estado. Foram nelas onde primeiro os artesãos puderam mostrar as suas artes e delas sobreviverem, como os mestres do barro em Caruaru, os loiceiros e os seus utilitários; os artesãos da cestaria em palha, do vestuário em couro e dos brinquedos de madeira e de pano; as rendeiras que resistem na Feira da Renascença de Pesqueira.

Toda a pluralidade de matérias-primas, abundância de técnicas e diversidade de territórios está n’A Feira das Feiras que é a Fenearte. Todos os anos, são mais de 5 mil artesãos, expositores e empreendedores de todo o Estado de Pernambuco, de outras partes do Brasil e do exterior, em cerca de 700 espaços de comercialização. Somente no setor Individual Pernambuco, dedicado a artesãos nascidos, residentes ou intitulados pernambucanos, são mais de 300 estandes.

“Nos seus 25 anos, a Fenearte olha para o que está em sua essência: uma feira, uma grande feira, e por isso ‘A Feira das Feiras’. Nela há tudo o que se tem na feira: saberes e sabores, prosperidade e comunhão, vivências e negócios. Nessas trocas e experiências há 25 edições, muitos artesãos tiveram suas vidas mudadas, muitos visitantes foram tocados pela arte, e o artesanato brasileiro foi elevado. Temos muito a celebrar”, explica Camila Bandeira.

CHEGANDO NA FEIRA

O Átrio Fenearte repete a estrutura do ano passado, aprovada pelo público, oferecendo maior espaço e mais conforto na entrada da feira, com bilheteria ampla e totens de autoatendimento para que não haja filas. Nesta área, o público poderá visitar o Espaço Janete Costa, que contará com abridores de letras do Pará e mestres convidados do Rio de Janeiro e do Mato Grosso do Sul. Também lá, na programação das Conversas Instigantes, haverá bate-papos e lançamentos de livros.

A novidade logo à entrada da feira é o 1º Salão Pernambuco Faz Design, com mobiliários e objetos criados por designers pernambucanos. Ele se une ao 20º Salão de Arte Popular Ana Holanda, ao 18º Salão de Artes Sustentáveis (ex-Galeria de Reciclados) e ao 9º Salão de Arte Popular Religiosa. O público poderá votar na peça 

favorita de cada salão e, ao final da feira, os autores dos trabalhos mais votados receberão o prêmio de Aclamação Popular.

Também no Átrio Fenearte estará montada a mostra “Pernambuco Artesão em Exposição Do Sertão ao Cais”, com criações e depoimentos de artesãos que participaram das Jornadas Criativas, uma ação do Programa Pernambuco Artesão. Convênio da Adepe com o Sebrae/PE, o programa ofereceu mentorias e consultorias gratuitas para cerca de 150 artesãos aprimorarem seus fazeres e desenvolverem novas peças. A curadoria é da Associação Brasileira dos Profissionais de Moda.

A visita às mostras e aos salões localizados no Átrio Fenearte é gratuita.

UMA FEIRA QUE SE RENOVA

A 25ª Fenearte estreou uma nova premiação para estudantes de arquitetura e design de interiores: o 1º Concurso Praça de Sustentabilidade. Um grupo de oito estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) venceu a competição com o projeto “Isso É Plástico”, orientado pelo professor Pier Paolo Bertuzzi Pizzolato. Eles vão receber o recurso de R$ 18 mil para a execução do projeto na feira. 

O Desafio MAPE (Moda Autoral de Pernambuco), que estreou na edição passada, retorna para estimular estudantes de moda e design à criação de moda autoral pernambucana. Quinze finalistas de um total de mais de 40 inscritos vão desfilar suas produções no dia 19 de julho, na programação do espaço Moda Fenearte. Um júri elegerá os três primeiros colocados, que vão receber prêmios em dinheiro.

Outra novidade é o 1º Concurso Estande dos Estandes, que vai premiar os três estandes mais bem avaliados pelos seus projetos, levando em consideração sustentabilidade, materialidade, solução de layout e inovação e criatividade. Podem se inscrever artesãos do setor Individual Pernambuco. As inscrições estão abertas até o dia 09 de julho e os três primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro.

A FEIRA QUE TODO MUNDO JÁ RECONHECE

Na entrada da feira, sessenta e três mestres e famílias de mestres pernambucanos já falecidos compõem a Alameda dos Mestres. Será a primeira sem a presença de dois importantes nomes do Artesanato de Pernambuco: Tiago Amorim, que será lembrado com um pôster preparado para a edição, e J. Borges, morto em julho do ano passado, que será recordado na cenografia.

O Mezanino vai mudar de cara, mas continua cheio de programação, com 13 atividades nas Oficinas Fenearte, dez desfiles na Moda Fenearte e aulas de gastronomia na Cozinha Fenearte, que terão como tema a farinha de mandioca. Neste ano, as aulas ganham transmissão on-line. Duas exposições vão convidar o público ao passado e ao presente: Fazendo a Feira e Pernambuco Plural.

O Espaço Infantil retorna à edição com programação de oficinas para crianças. E as pessoas com deficiência visual parcial ou completa, as pessoas neurodivergentes e as pessoas surdas ou ensurdecidas contarão com visitas guiadas, que promovem acessibilidade comunicacional e em 2024 contemplaram aproximadamente 350 pessoas e seus acompanhantes.

UMA FEIRA QUE É UMA FESTA

O palco da 25ª Fenearte, que tem programação realizada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), passa a se chamar Palco Pernambuco Meu País, em alusão ao festival. Serão mais de 70 atrações musicais, da cultura popular e da cena contemporânea. O baiano Xangai foi convidado para encerrar a festa.

COMO IR À FEIRA

A 25ª Fenearte vai ampliar seus traslados gratuitos para cinco shoppings: além do Recife, RioMar, Tacaruna e Patteo, também haverá ônibus tendo o Plaza Casa Forte como origem e destino. Todos terão pontos de embarque e desembarque em seus estacionamentos e farão trajetos diários das 13h às 23h, de segunda a sexta-feira, e das 9h às 23h, aos sábados e domingos.

Visitantes que optarem por ir de transporte particular até o Pernambuco Centro de Convenções poderão utilizar o estacionamento do local. O valor cobrado pela empresa é de R$ 12, para a primeira hora, e mais R$ 6 a cada hora mais ou fração, sendo que o valor máximo a ser pago será R$ 30.

CIRCUITO FENEARTE

Lançado em 2023, o projeto faz sua terceira edição com uma programação de 05 a 27 de julho. Programação construída em diálogo com a Fenearte, o Circuito Fenearte acontece em espaços fora do Centro de Convenções, como centros de cultura e de economia criativa, museus e galerias, ateliês e restaurantes. Neste ano, além do Recife e de Olinda, ele se estenderá à Zona da Mata e ao Agreste.

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