Vitória de Santo Antão lança projeto inédito de Apicultura Inclusiva voltado para crianças com TEA

A comunidade de Pirituba, na zona rural da Vitória de Santo Antão, recebeu nesta quinta-feira (07/05) o lançamento oficial do projeto Apicultura Inclusiva, iniciativa inédita no município que alia inclusão social, desenvolvimento humano e fortalecimento da agricultura familiar por meio da produção de mel.

O projeto tem como principal objetivo utilizar a apicultura como ferramenta de inclusão e desenvolvimento para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovendo experiências de aprendizado, interação social, estímulos terapêuticos, autonomia e melhoria da qualidade de vida.

A proposta também busca incentivar a apicultura como alternativa de geração de renda e desenvolvimento econômico sustentável para famílias da zona rural, fortalecendo o associativismo e criando novas oportunidades para pequenos produtores locais.

De acordo com os organizadores, a iniciativa surge como um modelo inovador ao unir inclusão e produção rural em uma mesma ação, valorizando o potencial das comunidades do campo e ampliando o acesso a atividades que estimulam habilidades cognitivas, sensoriais e sociais das crianças participantes.

A secretária municipal de Educação, Ana Paula Bezerra, destacou a importância do projeto como ferramenta de inclusão e transformação social. “Estamos falando de um projeto que vai além da produção de mel. É uma iniciativa que promove acolhimento, aprendizado, desenvolvimento e inclusão para nossas crianças, especialmente aquelas com TEA. É a educação ocupando espaços diferentes, conectando famílias, comunidade e oportunidades”, afirmou.

O projeto é realizado pela Associação de Produtores Rurais de Mocotó, com apoio da Prefeitura da Vitória de Santo Antão, por meio da Secretaria Municipal de Educação, da Subprefeitura e da Escola Municipal Duque de Caxias. A iniciativa também é viabilizada através de emenda vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Durante o lançamento, produtores rurais, famílias, representantes da comunidade escolar e autoridades locais participaram da apresentação das ações que serão desenvolvidas ao longo do projeto, além de conhecerem de perto a proposta de integração entre inclusão social, educação e produção sustentável.

A expectativa é que o projeto contribua não apenas para o fortalecimento da cadeia produtiva do mel na região, mas também para ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e novas possibilidades de desenvolvimento social no meio rural.