Uma ação realizada pela Polícia Civil de Pernambuco resultou na interdição de dois estabelecimentos industriais utilizados para a fabricação clandestina de bebidas alcoólicas no município de Vitória de Santo Antão.
Promovida em parceria com a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Receita Federal, a ação resultou na apreensão de mais de 30 mil garrafas e aproximadamente 40 mil litros de substância etílica.
Durante as diligências, dois galpões foram interditados pelos órgãos. A investigação revelou que um dos locais era utilizado para a lavagem e remoção de rótulos de garrafas usadas, enquanto o outro era destinado ao envasamento de novos produtos.
Nos locais foram constatadas diversas irregularidades sanitárias e fiscais, incluindo a ausência de selos oficiais, falta de licença do Mapa para o envasamento, uso indevido de garrafas de outras marcas e ausência de condições adequadas de higiene.
Também foram encontradas garrafas de marcas conhecidas que seriam possivelmente reutilizadas para comercialização fraudulenta, configurando falsificação de marca e colocando em risco a saúde dos consumidores. O maquinário utilizado na produção ilegal foi apreendido.
No total, 13 pessoas foram conduzidas à Delegacia do Consumidor (Decon): 11 foram identificadas como funcionários e liberadas após a lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Já outras duas pessoas, identificadas como responsáveis pela operação e o manipulador químico, foram autuadas em flagrante delito e serão apresentadas em audiência de custódia.
Casos em Pernambuco
De acordo com o último balanço divulgado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE), no final da manhã desta quarta-feira (8), o estado contabiliza um total de 31 notificações de possível intoxicação por metanol.
Entre os casos investigados, três já foram descartados. Até o momento, a capital pernambucana é o município com o maior número de notificações, somando sete notificações.
Folha de Pernambuco
