Os meses de abril, maio e junho devem ser de chuvas normais a abaixo da média para a Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste. Já para o Sertão, as precipitações devem ser abaixo da média.
Esse prognóstico foi resultado de uma reunião que contou com a participação da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que aconteceu na terça-feira (25).
A videoconferência reuniu o Instituto de Meteorologia (Inmet) e outros centros meteorológicos dos nove Estados do Nordeste.
Altas temperaturas
Um outro ponto fruto dessa reunião é o prognóstico de mais calor no próximo trimestre. Vale ressaltar que, nestes três meses, se iniciam, tradicionalmente, as chuvas na RMR, Zona da Mata e Agreste, enquanto no Sertão é o fim da estação chuvosa em abril.
Quem coordenou a presença da Apac na reunião foi a meteorologista Edvânia Santos, que, embora tenha havido esse prognóstico, não descarta a possibilidade de pancadas de chuvas. As precipitações podem acontecer com intensidade moderada a forte, em poucos dias, alternando com dias secos em Pernambuco.
“Esse prognóstico de chuvas e temperaturas é obtido a partir de uma análise dos modelos climáticos e atmosféricos e dos modelos de previsão dos oceanos. Existe a possibilidade de chuvas, porque é a época propícia a esses eventos extremos e por causa dos Distúrbios Ondulatórios de Leste”, explicou ela.
Níveis de chuvas
Abril
RMR: 269,2 mm
Zona da Mata:159,6 mm
Agreste: 103 mm
Sertão: 99,2 mm
Fernando de Noronha: 290,3 mm
Maio
RMR: 294,3 mm
Zona da Mata:188,5 mm
Agreste: 104,7 mm
Sertão: 52,8 mm
Fernando de Noronha: 206,2 mm
Junho
RMR: 337,6 mm
Zona da Mata:224,6 mm
Agreste: 115,3 mm
Sertão: 32,3 mm
Fernando de Noronha: 205,8 mm
Podem acontecer chuvas extremas?
Ainda durante a explicação, Edvânia ressaltou que este tipo de previsão só pode ser feito diariamente, pela Apac.
“Para acompanhar [a previsão do tempo], só vendo, todos os dias, nos boletins. No site da Apac, divulgamos as tendências para os próximos cinco dias”, finalizou ela.
Cenário das chuvas entre janeiro e fevereiro
Nos dois primeiros meses do ano, os maiores valores de precipitação acumulada foram registrados na porção Leste de Pernambuco, na RMR e Mata Norte, com grande variabilidade temporal e espacial.
Os desvios negativos foram pontuais no Sertão. As maiores precipitações aconteceram em janeiro. Fevereiro foi um mês, conforme revelou a Apac, de chuvas abaixo da média no Sertão e acima da média no Litoral.
Folha de Pernambuco
Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco