Jogos “olimpolíticos”

Arthur Andrade
14/08/2016

No clima de olimpíada, o artigo da semana tenta colocar nesse universo, a quantas anda o movimento político dos nossos candidatos. Após belas cerimônias de abertura, estamos na fase classificatória, que é aquela onde os candidatos apresentam os requisitos à organização dos jogos, ou seja, o registro das candidaturas. Nesse momento, os competidores favoritos guardam suas forças e recursos para as fases eliminatórias e finais, enquanto a mídia observa de forma desconfiada sobre a real preparação dos atletas e suas seleções. Enquanto isso, atletas não favoritos vão correndo e lutando para não desidratar e sair da competição antes do fim, aproveitando o incentivo das mídias que ainda relatam seus feitos.

Há quem diga que dentre os competidores, haverá uma disputa muito acirrada pela medalha de bronze, que poderia se denominar terceira via. Seria uma verdadeira honra ao mérito para alguns.

Tanto nas disputas individuais quanto nas coletivas, espera-se que o espírito olímpico e o fair play se façam presentes, porém, nos bastidores aponta-se que será muito difícil.

Com uma torcida até aqui comportada, boa parte do público em geral ainda não manifestou para qual candidato torcer, pois na verdade essa parcela torce mesmo é para que todos tenham uma cidade melhor, independente do quadro de medalhas e vencedores.

E com a mesma incógnita dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro, não sabemos qual será o legado que ficará para a nossa cidade após esses jogos de 2016.

 

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A guerra pelo trono das Tabocas

Arthur Andrade
05/08/2016

Passadas as convenções partidárias, hora de fazermos uma breve análise dos candidatos à sucessão municipal:

O candidato Zé Cantiga, cujo seu partido foi o primeiro a realizar convenção, nesta reta final, teve de aceitar a subtração do PT do B no arco que compunha sua coligação. Com pouco espaço na mídia local, aparenta que vai realizar uma campanha com poucos recursos, se segurando no carisma do candidato.

Entre o ou Paulo Roberto ou Ozias Valentim, o Prefeito Elias Lira apresentou o Paulo e Ozias e a solução caseira pareceu ser uma grande novidade, quando na verdade era o óbvio. Agora, a dificuldade de Paulo é conseguir aparar as arestas internas e evitar uma espécie de “vingança dos derrotados”. Tanto é que candidato e vice visitaram veículos de imprensa até da capital para vincular a imagem um ao outro. Isso sem falar no discurso meramente de continuidade, quando pesquisas apontam que a população deseja e espera por mudanças. A parte positiva é que vai ficar com a maior exposição no guia eleitoral para reverter esse quadro.

Do lado do PSB, o candidato Aglaílson Júnior, apesar de se repaginar no aspecto imagem e marketing político, ainda não encontrou o tom do seu discurso e talvez por isso, não tenha conseguido fidelizar aquela parte da herança eleitoral de seu pai que nunca votou nele, o que poderá ser decisiva nessas eleições. É aquele eleitor que diz: Voto no pai, mas não voto no filho. O candidato as vezes diz que representa os tempos da gestão José Aglaílson, porém, as vezes alega que nunca administrou a Prefeitura, ou seja, quer assumir o bônus e não o ônus da gestões do PSB em Vitória.

Em relação ao candidato Henrique Filho, que aos poucos vai vencendo a desconfiança sobre a materialização de sua candidatura, e digo vai vencendo, pois até mesmo depois de realizada a convenção, existem rumores de desistência ou adesão à outra candidatura. Pesa sobre a sua composição partidária o curtíssimo tempo de exposição no guia eleitoral.

O candidato Edmo Neves conseguiu uma engenharia partidária que lhe proporcionou o segundo maior tempo no guia eleitoral, desbancando candidaturas mais robustas e tradicionais da cidade. Porém, no fim, o que parecia ser uma jogada arriscada lançar-se candidato a Prefeito ao invés de buscar a reeleição como vereador, não foi tanto assim, uma vez que lançará seu filho Arthur Neves para a casa Diogo de Braga, o que poderá gerar também possíveis deserções no grupo se houver desigualdades na condição de disputa.

Fica a nota de pesar para os partidos PT e PSOL, que ensaiaram por diversas vezes uma candidatura própria e no fim acabaram se engajando em outras coligações proporcionais, onde o pragmatismo acabou vencendo a ideologia.

Por fim, a sensação é que entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Pois, a variedade de candidaturas, a nova legislação eleitoral e o fator biometria, formam um conjunto de total indefinição do quadro eleitoral nesse pleito de 2016.

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Semana de definições

Arthur Andrade
18/07/2016

Enfim, chegamos a semana de início das convenções partidárias que vão definir os candidatos. Com o tempo acabando e sem muita saída, o Prefeito Elias Lira luta para garantir a unidade do seu grupo, antes de divulgar os nomes da chapa. Pelo andar da carruagem, já podemos antecipar que o escolhido será o pré-candidato Paulo Roberto, onde o aspecto da competitividade acabou sendo determinante na reta final.

Já pelas bandas da oposição, também com convenções marcadas, os demais pré-candidatos vão garantindo suas candidaturas e deixando cada vez mais remotas as possibilidades de composição.

Portanto, a primeira impressão que fica nesse desenho partidário é que as articulações políticas estão deixando a desejar. Por outro lado, tudo indica que o eleitor terá mais opções de escolha em uma eleição que promete ser uma das mais acirradas da história do município.

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