Cem dias e nada mais

Arthur Andrade
27/03/2017

O prazo de paciência dos vereadores que estão formando grupo de oposição ao governo Aglailson Júnior foi explicitado em plena tribuna, durante a polêmica sessão da última quinta (23), que foi suspensa e retomada na sexta. Cem dias e nada mais. Se avaliarmos do ponto de vista histórico, tal movimento soa como bastante precoce e tem mais relação com as eleições de 2018. Porém, democraticamente falando, há positividade um legislativo que não seja totalmente governista.

Ainda analisando as últimas sessões na Casa Diogo de Braga, fica evidente a falta de habilidade política na base governista. Discursos desencontrados e um líder de governo que tem como característica de ofício o tom crítico, são elementos que facilitam o desgaste perante a opinião pública.

Fica a dúvida se o grupo de oposição vai continuar com o modo de operação com base em discursos as quintas e curtidas e compartilhamentos de matérias negativas durante o resto da semana, tal qual acontecia durante a gestão anterior. Isso é pouco. Muito pouco! Aliás, destaco aqui a importância dos blogs na alimentação de matérias de cunho fiscalizatório, o que por fim acaba pautando boa parte dos assuntos levantados na tribuna da Casa Diogo de Braga.

Por fim, vai se confirmando a previsão feita no penúltimo artigo, onde analisamos um legislativo incerto para o ano de 2017. E por falar em previsão, este que vos escreve fica muito feliz com o fato dos “acadêmicos sem transporte público” realizarem um manifesto no dia 01/04. Só pela divulgação do protesto, o comentário é que a gestão se mobilizou para apresentar algo mais concreto aos estudantes logo após o ato. Até porque, ficou muito estranho a prefeitura realizar um cadastro no início do ano e falar depois que o serviço público só seria retomado no mês de agosto, quando sabemos que as matrículas no ensino superior são realizadas de forma semestral.

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Um carnaval de adaptações

Arthur Andrade
21/02/2017

Cá estamos na semana pré-carnavalesca e sob o enredo da folia, vamos tentar passar o que tem acontecido com alguns segmentos da sociedade vitoriense.

A “escola Acadêmicos sem transporte público” vai “se virando nos 30” para adaptar-se  aos gastos extras com ônibus e vans alternativas. Os estudantes já foram mais aguerridos na busca por seus direitos e hoje, estão mais pacientes, esperando que futuramente essa política pública consolidada seja restabelecida.

O “Bloco Unidos dos Feirantes” tomou um susto quando foram avisados que parte dos bancos seriam retirados para montagem do palco de atrações no carnaval, sendo transferidos provisoriamente para o Pátio de eventos. Teme-se que a ideia tome apoio de parte da sociedade que não depende desse tipo de economia e essa mudança se torne definitiva. Lembrando que todo início de gestão é oportunidade para tomar medidas impopulares que a longo prazo possam ser avaliadas como positivas. É um tema bem polêmico para ser refletido mais à frente.

Enquanto isso, na Sociedade Vitoriense dependente da segurança, segue a apreensão de como será o carnaval diante de altos índices de violência. O poder público não consegue passar confiança de que esse problema possa ser amenizado em tão pouco tempo.

Por fim, sabemos que o carnaval de Vitória sempre foi maior que os problemas da cidade. Portanto, que todos aproveitem essa festividade da melhor forma possível, seja em casa ou seja nas ruas.

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Executivo discreto; Legislativo incerto

Arthur Andrade
07/02/2017

Após o recesso Legislativo e com pouco mais de um mês de gestão do Executivo, a breve análise que se faz da gestão do prefeito Aglailson Júnior é que ela iniciou de forma discreta, cercada de limitações estratégicas, tão comuns na passagem de poder de um grupo político para outro. Enquanto as secretarias de Saúde e Educação vão se organizando, as Secretarias de Serviços Públicos e Cultura vão saindo na linha de frente de visibilidade, com ações e diálogo perante a opinião pública.

Já com relação ao Poder Legislativo, a primeira impressão deixada durante a sessão de posse e eleição da mesa diretora, foi modificada após o recesso legislativo. Se no dia 1º de janeiro houve praticamente uma unanimidade na escolha do candidato à presidente, indicado pelo prefeito, a sessão do dia 02 de fevereiro mostrou que o presidente Novo da Banca vai precisar de muito jogo de cintura para manter esse quadro.

De certo mesmo é que o poder do ex-prefeito Elias Lira foi quase que dizimado perante o quadro político local. Como se diz o ditado: ‘Rei morto, Rei posto’. E assim, a república democrática das tabocas, como sempre, ganha ares de monarquia absolutista.

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