Conheça as principais mudanças da reforma trabalhista

JeffersomDouglas
05/05/2017

Há 74 anos, o até então presidente da república Getúlio Vargas, promulgou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Com um país passando por um momento comparável aos dias de hoje, foi necessário a criação de um amparo para classe trabalhadora.

Nesse sentido, o ano de 2017 vem trazendo dias assombrosos para tal classe, com a proposta de alterar alguns artigos da CLT, o governo tem como justificativa a modernização no setor industrial.

Com isso, o blog, por meio desta coluna, vem explicar as principais mudanças desse projeto.

1) A jornada de trabalho que hoje é de até 8 horas diárias, poderá chegar até 12h, caso ocorra acordo coletivo. Nesse aspecto, vê-se, que o aumento da jornada de trabalho pode ter como consequência o desemprego, haja em vista que durante 12h de trabalho é o suficiente para dois operários, mas com a mudança um trabalhador poderá acarretar tarefa de dois.

2) Hoje, a CLT permite que as férias sejam em duas vezes, em casos excepcionais. Mas com a reforma, o empregador, tem o poder em dividir as férias do empregado até em três vezes, vendo-se, assim, o desrespeito com o princípio da proteção.

3) A terceirização, só é permitida em tarefas consideradas meios, a exemplo de um vigilante de banco, haja vista que o mesmo não tem um vínculo direito com a empresa tomadora. Entretanto, a reforma prevê que as atividades meios e fins serão permitidas. Ou seja, médicos, professores e demais classes poderão ser terceirizados.

4)  As empresas que hoje disponibilizam transporte para os funcionários, após o embarque do obreiro, as horas são computadas como horas trabalhadas. Contudo, prevê-se, que o tempo em que o empregado passa no transporte oferecido pela empresa deixa-se de ser computado como hora trabalhada.

5) A chamada “hora do almoço”, hoje, quem trabalha até 08 horas diárias, têm até 02 horas de intervalo. Porém, o novo texto prever, que o intervalo de diário poderá chegar a 30 minutos, caso em acordo coletivo.

Se caso venha a ser aprovada a proposta, tais mudanças será um retrocesso trágico para classe trabalhadora do país. Como diria Charlie Chaplin: “Mais do que máquinas precisamos de humanidade”.

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