Insegurança predomina Centro de Vitória

NogueiraJunior
25/01/2017

Cadê o policiamento no Centro? Essa é a pergunta que muitas pessoas estão fazendo após os moradores e comerciantes passarem momentos de terror nesta segunda-feira (23), em uma tentativa de assalto a uma joalheria na Praça Duque de Caxias, no Centro de Vitória de Santo Antão. Uma tremenda ousadia de criminosos, que já foram identificados, e devem ser presos há qualquer momento pela polícia. A ausência do policiamento encorajou os criminosos, os quais agiram sem medo e em plena luz do dia. Apesar do grande número de pessoas e a movimentação nas ruas, os assaltantes não se intimidaram para cometer a investida.

O desfalque de policiais nas ruas se dá por conta da Operação Padrão ou Polícia Legal que está ocorrendo em todo Pernambuco, onde os militares lutam por melhores salários e pelas condições mínimas de segurança para a execução do serviço. Segundo informações extraoficiais obtidas pelo Diário Policial, 95% do efetivo do 21º Batalhão de Polícia Militar aderiu ao movimento da categoria.

Olhando por outro lado, o pouco de policiais que temos patrulhando o município, boa parte deles, deveria cobrir a área central e comercial da Vitória. Haja vista, o grande número de estabelecimentos comerciais e também onde se concentra todas as agências bancárias – o que preocupa mais ainda a população em razão de investidas das quadrilhas especializadas em assaltos a bancos.

Os comerciantes, que lutam pelo pão de cada dia – arriscando suas vidas – nas madrugadas, manhãs e noites do cotidiano, sofrem por conta de assaltos e furtos. Esses crimes em sua maioria trazem grandes prejuízos econômicos a empreendedores locais e ao desenvolvimento socioeconômico da cidade, pois além da diminuição no fluxo de pessoas e dinheiro, alguns estabelecimentos fecham suas portas mais cedo por medo.

PRAÇA DA MATRIZ DOMINADA PELA RAPAZIADA

Bons tempos em que nossa Praça da Matriz era um dos maiores cartões postal da cidade e bastante frequentada por idosos, jovens, crianças e famílias, com o único objetivo: se divertirem e usufruir de um espaço tão bonito e aconchegante. Shows, eventos artísticos, e cantatas abrilhantavam as noites e atraiam todos àqueles que gostavam da boa música, barzinhos aconchegantes, pizzarias, soparias, sorveterias, que ‘engrossavam o caldo’ dos points ali localizados, especialmente no final de semana. Costumo dizer que a Matriz já foi uma opção de lugar tranquilo, mas hoje se transformou em um local violento e desagradável.

Infelizmente, o aumento gritante do consumo e tráfico de entorpecentes aliados à ausência da Polícia Militar e da Guarda Municipal, trouxeram frequentadores mal intencionados ao local, dando início a uma onda de violência desenfreada e resultando no aumento de roubos, furtos, brigas de galeras e até homicídio, motivados pela disputa da comercialização de ilícitos. Além de toda esta onda criminosa, a falta de organização e fiscalização de trânsito e utilização de sons pesadíssimos nos veículos que frequentam o ambiente tem tirado o sossego dos moradores locais e pessoas que buscam o entretenimento.

Nós somos conhecedores que na cidade temos o Ministério Público, mas o órgão deixa a desejar em vários aspectos, pois na maioria das vezes, as autoridades do poder judiciário fazem vista grosa para esse problema e outros. E pra finalizar não podemos esquecer-nos das câmeras de segurança instaladas no entorno da Praça da Matriz que são monitoradas pela Guarda Municipal e só servem de adereço. O dissabor é tão grande que ninguém mais faz críticas, pois virou algo rotineiro. Uns tem medo de denunciar, enquanto outros tentam acabar com essa imoralidade, mas sem apoio das autoridades fica nesta mesma situação.

POLÍCIA MILITAR TENTOU, MAS ‘’UMA ANDORINHA SÓ NÃO FAZ VERÃO’’

A Polícia Militar tentou diversas vezes por fim na farra dos delinquentes, porém eles faziam o papel de ‘enxugar gelo’. Muitos são menores de idade e quando são detidos, todo mundo sabe o que acontece: antes do policial terminar de preencher o Boletim de Ocorrências, o criminosinho saia pela porta da frente sorridente – como se tivesse ganhado na loteria.

Enquanto não houver uma união das forças de segurança, digo: Polícias Militar, Civil, Ministério Público e Poder Público Municipal, a população de bem clama às autoridades constituídas que saiam da inércia e acabem com este caos ali instalado através de ações integradas e sistemáticas para que não só cessem as práticas delituosas denunciadas por esta coluna, mas, que jamais voltem a ocorrer.

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Vitória: insegurança superou todos os limites

NogueiraJunior
18/01/2017

Os moradores de Vitória de Santo Antão estão assustados com o aumento da criminalidade no município. Isto porque em apenas 16 dias foram assassinadas 12 pessoas. Para embaraço da população, os assaltos ocorrem à luz dia, no período vespertino e noturno. Sem estratégias palpáveis, o Batalhão das Tabocas assiste a tudo agindo apenas de forma repressiva, ao invés de trata o combate à violência com amplitude, o que acalmaria os ânimos exaltados da população local.

No nosso último artigo, comentamos sobre os altos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) em Vitória de Santo Antão e região no ano de 2016. Desta vez, iremos destacar os Crimes de Violência Contra o Patrimônio (CVP), essa modalidade se refere aos roubos e furtos no município.

Comparado a 2015, os números assustam, pois, houve um aumento de aproximadamente 45%. As naturezas principais do CVP em Vitória são: roubo de veículo; roubo em residência e estabelecimento comercial; roubo a transeuntes e outros. Todo mundo é conhecedor que a maioria dos delitos ocorre durante a noite e os dados confirmam a afirmação citada. De 100% dos roubos e furtos, mais de 47% aconteceu no período noturno. Na terra das Tabocas, no período de 2015 apenas 897 CVP aconteceram, todavia em 2016 o número disparou para 1031.

PACTO PELA VIDA

Apesar do mote do Pacto Pela Vida ser o combate aos homicídios, o que mais incomoda a população e aumenta a intranquilidade pública são os crimes contra o patrimônio, pois, na sua maioria, estes são realizados com o emprego de violência contra o cidadão, ao contrário dos homicídios que em sua maioria acometem aqueles que se envolvem no consumo e tráfico de entorpecentes.

A inoperância policial e a falta de investigações que determinem as autorias dos assassinatos, além disso, a carência de estratégias de enfrentamento do crime em diversas esferas dificulta bastante à prevenção. Enquanto isso, a polícia age de forma empírica sem entender a dinâmica do caso – empregando o policiamento de forma genérica e não otimizada.

Por outro lado, os criminosos estudam cada passo das forças de segurança e planejam suas investidas de forma perspicaz. O Pacto nasceu da construção de um mecanismo de governança com foco na redução de homicídios. Hoje, suas reuniões não passam de um ritual tecnocrático. Não têm força. Não têm capacidade de fazer a política pública acontecer, disse o mentor do programa em entrevista.

INSEGURANÇA É CULPA DO GOVERNADOR?

Até o Governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), acabar com a queda de braço junto às associações das polícias do Estado, os PMs continuam em Operação Padrão (Legal). Nesta semana, Câmara cobrou mais ação do governo federal nas ações de combate à violência. Percebemos que o governador está sozinho nesta luta, sem forças e mesmo assim não ‘abre nem para um trem’. Enquanto o gestor estadual não se define nosso estado se transforma em um cenário sangrento.

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Índice de homicídios em Vitória de Santo Antão cresceu 70% em 2016

NogueiraJunior
11/01/2017

Vitória de Santo Antão registrou um aumento de mais de 70% no número de homicídios em 2016. Até o dia 31 de dezembro foram registrados 83 crimes deste tipo, enquanto em 2015 apenas 50. Os dados são da Secretária de Defesa Social (SDS).

Em 2016, a Área Integrada de Segurança (AIS) do 21º Batalhão de Polícia Militar responsável pelo policiamento em seis cidades, além de Vitória, contabilizou 203 assassinatos. Já no ano anterior, 183 crimes ocorreram.

De acordo com os dados apresentados, 81% das vítimas foram mortas por arma de fogo, em contra partida 13% arma branca (faca ou materiais de perfuro cortante) e sobrando apenas 6% de outros objetos.  Os meses com maiores números de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) foram novembro, outubro, julho e março, com 26, 23, 24 e 24 assassinatos, respectivamente.

O ex-comandante do 21º Batalhão das Tabocas, Tenente Coronel Sérgio Cabral, teria que reduzir 12%, mas não obtive sucesso na missão, pois ocorreram 163 assassinatos na sua área. Comparado a 2015, que teve 143.

2016: ANO MAIS VIOLENTO EM PERNAMBUCO

É notório que os índices altíssimos requer a necessidade de ajustes no Pacto pela Vida, o qual registrou reduções entre 2007 e 2011. Desde 2009, o Estado não catalogava uma disparada nas estatísticas de mortes violentas.

Para identificar o impacto da quantidade de mortes ocorridas mensalmente, a SDS as classifica em quatro grupos: verde (menos de 250), amarelo claro (entre 250 e 280), amarelo escuro (280 e 310), e vermelho (maior que 310). Apenas o mês de fevereiro, que teve 307 homicídios, não ficou na faixa vermelha. Outubro foi o período mais violento, com 451 assassinatos. Só pode ser superado por dezembro, que, entre os dias 1 e 27, registrou 404 mortes violentas.

TROCA – TROCA NOS COMANDOS

Na crise da segurança pública, o governador Paulo Câmara, desesperado e no âmbito de respirar mais tranquilo no quesito: segurança, fez um ‘troca-troca’ nos comandos e sub-comandos da Polícia Militar de Pernambuco. Conforme noticiou o Jornal do Commércio, 21 batalhões tiveram seus comandantes substituídos no dia 1 de janeiro. Como todo ano ocorre o famoso rodizio, ninguém quis fazer alarde. Haja vista, que muitos já esperavam a oxigenação da tropa.

Confira a lista completa dos novos comandantes de batalhões da PM:

8º BPM – tenente coronel Isaac Pereira Guerra;

3º BPM – tenente coronel Alfred o Wanderley de Carvalho;

16º BPM – tenente coronel Alexandre Menezes de Souza ;

6º BPM – tenente coronel  Alexandre Alves da Cruz;

10º BPM – tenente coronel José Pires de Souza Filho;

24º BPM – tenente coronel  José Aleixo Barbosa Júnior;

5º BPM – tenente coronel Antônio André Rodrigues Souza;

7º BPM – tenente coronel Lucieudo Ribeiro de Santana;

14º BPM – tenente coronel Girley de Oliveira Figueiredo;

4º BPM – tenente coronel Ely Jobson Bezerra de Melo;

22º BPM – tenente coronel Lenildo Mauricio da Silva;

8ª Companhia Independente – tenente coronel Fábio Cesar de Souza  Lins;

23º BPM – tenente coronel Carlos Eduardo Gomes de Sá;

9º BPM – tenente coronel Paulo Cesar Gonçalves Cavalcanti;

3ª Companhia Independente – tenente coronel Silvestre Silva Dantas;

5ª Companhia Independente – tenente coronel Sérgio Fernando Cabral Da Silva;

7ª Companhia Independente – tenente coronel Marcondes Inácio da Silva;

21º BPM – major Edvaldo Cesar de Moraes;

4ª Companhia Independente – major Robson Cordeiro;

25º BPM – major Adilson Gomes da Silva;

Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente – major Manoel Renan Do Nascimento;

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