Insegurança continua após operação em Vitória

NogueiraJunior
28/04/2017

Operação ou Pirotecnia? São essas as perguntas frequentes da população que presenciou dois dias de muita movimentação policial em Vitória de Santo Antão. Uma ação com mais de 100 policias entre civis e militares, 20 viaturas e a utilização de um helicóptero do Grupo Tático Aéreo, da Secretaria de Defesa Social para propiciar sensação de segurança aos moradores.

Foram dois dias de intenso policiamento aéreo e terrestre no âmbito de combater homicídios e tráfico de drogas na Área Integrada de Segurança (AIS) do 21º Batalhão Monte das Tabocas.

Por um lado, todo esse motim trouxe elogios. Para o delegado seccional Hallysson Pontes, o objetivo dos trabalhos foi dar uma rapidez nos inquéritos dos homicídios que ocorreram no primeiro trimestre de 2017, e posteriormente prender os possíveis autores dos crimes.

Porém, o que a população esperava era ver muitas pessoas sendo presas pelos crimes e não apenas um serviço burocrático sendo adiantado.  A insatisfação foi tão enorme que chegaram a questionar se a operação intitulada ‘Força no Foco’ era mais uma jogada de marketing do Governo.

Para retrucar, a Polícia Civil disse que mais de 100 pessoas foram ouvidas em cartório. E novamente outra indagação. Por que esse procedimento não foi feito antes? Isso a sociedade precisa saber.

Mesmo com toda essa, ‘sensação de segurança’ intencionada pelo Governo, foi só a operação ser finalizada que os criminosos retornaram às ruas para praticar delitos. Na noite desta quarta-feira (26), o que mais se viu nas redes sociais foram relatos de assaltos. Na manhã desta quinta-feira (27) a frase que estava já na ‘ponta da língua’ dos comerciantes: “foi só passar a operação que tudo voltou ao normal”. Nós precisamos de mais ações integradas no âmbito de prender os criminosos e não apenas resolver o serviço burocrático.

Ainda há relatos que alguns policiais pediram ‘ajuda’ a comerciantes, políticos e empresários locais para que fosse custeada a alimentação dos que iriam atuar 48h. Em resposta, a SDS negou qualquer informação sobre o caso.

PIROTECNIA: Informalmente, é gíria usada para dizer que algo é feito para desviar a atenção ou somente para impressionar, para chamar a atenção.

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Tiros e correria na Praça da Matriz no feriado

NogueiraJunior
22/04/2017

Mais uma vez a cena se repete: tiros, correria e tumulto na Praça da Matriz. A noite do feriado desta sexta-feira (21) foi de tensão para os frequentadores do local, o qual antes era tido como um ambiente familiar. O pânico começou quando um rapaz, após uma discussão, sacou uma arma, e atirou contra outro jovem. Dois disparos foram efetuados, porém, um deles atingiu a vítima na nádega.

Socorrido para o Hospital João Murilo de Oliveira (HJMO), a vítima recebeu os primeiros socorros e não corre risco de morte. Apesar do susto, ele foi encaminhado para uma unidade no Recife, de acordo com os socorristas.  A Polícia Militar foi acionada e fez diligências para tentar capturar o autor dos disparos, que até o momento encontra-se foragido.

Uma estudante de 22 anos contou a nossa reportagem que foi a primeira e última vez que esteve no local. “Eu vim porque uns amigos me chamaram, mas nem deveria ter vindo. A gente observa que tem muita gente mal intencionada: consumo de drogas, tráfico e outras coisas que tenho medo até falar, mas não irei mais retornar a este local – prefiro ir para um barzinho acho mais seguro”, disse a jovem que não quis se identificar.

Já um comerciante revelou que por conta da insegurança está fechando o estabelecimento mais cedo. “Estou indo pra casa mais cedo. Quando chega a determinado horário o clima fica pesado por aqui. E para não ser vítima da violência, prefiro voltar pra casa mais cedo”, revelou o senhor de 53 anos.

Foto: Bruno Valois/Cortesia

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Em Vitória, quase 40 assassinatos são registrados no primeiro trimestre de 2017

Trinta e nove pessoas foram assassinadas em Vitória de Santo Antão no primeiro trimestre de 2017. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira no site da Secretária de Defesa Social (SDS). O aumento dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) continuam a todo vapor. Fazendo uma análise, observamos que no ano passado 86 pessoas foram mortas, números que não haviam crescido desde os últimos noves anos. O ano mais violento no município foi em 2008 com 87 crimes – um a mais que 2016.

Voltando para 2017, em apenas três meses, mais de trinta homicídios já estão contabilizados pela Polícia Civil no município. Janeiro fechou com 15; fevereiro com 9 e março com 15. Para piorar, os Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP) continuam subindo. De acordo com os dados, janeiro obteve 150 registros, fevereiro 164 e a alavancada foi em março, com 180. A categoria inclui roubos a estabelecimentos comerciais, agências bancárias, ônibus, transeuntes, residências e automóveis; sequestros e extorsão mediante sequestro.

Estupro e violência doméstica e familiar contra mulheres

As ocorrências de crimes de estupros tiveram uma redução significativa. Neste ano cinco casos ocorreram, comparado a 2016, que obteve 36 crimes desta modalidade. Comemoramos de um lado e lamentamos de outro. Quando se trata de vítimas de violência doméstica, nota-se que até março 99 mulheres foram vítimas. Comparado a janeiro e fevereiro, março desbancou 39 pessoas.

É preocupante como esses números assustam não só a imprensa, mas a sociedade civil, que hoje vive sitiada pelo medo. A não adesão dos policiais ao Programa de Jornada e Extra de Segurança (PJES) e a intensificação da operação padrão tem contribuído o aumento da criminalidade. Vale salientar que a operação padrão exige que todo efetivo antes de ser lançado às ruas faça um tipo de ‘revisão’ dos equipamentos de uso como: coletes à prova de balas, viaturas com os requisitos exigidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs). É notável que se tudo estiver dentro da legalidade na segurança pública de Pernambuco, a operação não teria refletido no cenário.

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Vitória de Santo Antão sitiada pelo medo

NogueiraJunior
27/03/2017

O município de Vitória de Santo Antão passa por um momento crítico no que se refere a segurança pública. Homicídios e assaltos à mão armada são frequentes, além de sequestros relâmpagos que já foram registrados.

O que falta acontecer? Esperamos que uma resposta do poder público municipal e do Governo do Estado para que haja mais ações no combate ao crime no município sejam tomadas. Os vitorienses não aguentam mais tanta violência, o medo de ir à esquina ‘comprar o pão’ para não ser a próxima vítima de números tão estarrecedores.

Até o momento, em 27 dias, 15 pessoas foram assassinadas na terra das tabocas. Os assaltos também estão estugando há muito tempo. Os blogs, sites, rádios e TV, já não cabem mais tantos fatos jornalísticos sobre a violência.

Uma semana se passou e mais uma vez a situação é desacomoda. Até os apresentadores de TV da capital pernambucana citaram a seguinte frase:  “quer morrer? Vá pra Vitória!”. A população está afadigada em tantos assuntos dolorosos.

Nós, do Diario Policial, ficamos extremamente pesarosos em noticiar estes acontecimentos.  Tencionamos paz para essa nova semana que se inicia, para que ela volte a jornadear pelas ruas da Vitória de Santo Antão.

Foto: Bruno Valois

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Briga entre torcidas organizadas ocorre no Centro de Vitória

NogueiraJunior
10/02/2017

Cenas que já são rotineiras no centro de Vitória de Santo Antão: brigas de torcidas organizadas. Confusão, tumulto e lançamentos de rojões fazem a área central da cidade se transformar em um palco de guerra. Na noite desta quinta-feira (9) não foi diferente. Desta vez, nós do Diário Policial fomos testemunhas oculares da selvageria.

Tudo começou quando a Torcida Organizada da Inferno Coral (TOIC) ficou próxima à Estação Ferroviária, aguardando a passagem da Torcida Jovem do Sport (TJS). No momento em que a torcida adversária passava pelo local, ambas, trocam farpas e em seguida, deu-se início a uma série de agressões. Aproximadamente 100 torcedores trocaram murros, socos, ponta pés e lançaram rojões entre si. Moradores informaram terem ouvido disparos de arma de fogo, mas essa versão foi negada pela polícia.

Foliões que acompanhavam a comemoração dos 110 anos do frevo na sede da ACTV ficaram assustadas e com medo de ser vítima da violência.  Alguns, retornaram para casa. Quem passava pelo local ficou bastante aterrorizado. A Polícia Militar foi acionada para conter os brigões, mas chegou quando a confusão já havia se encerrado.

Duas viaturas realizaram rondas na Rua 15 de Novembro e nas imediações da área por onde o conflito se espalhou, porém, não obteve êxito na captura.

Foto: Rubemar Cavalcanti/Blog do Brother

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Viatura patrulha 25 bairros em Vitória

NogueiraJunior
06/02/2017

Começamos a segunda-feira (06) com os bastidores da segurança pública de Vitória de Santo Antão. E para esta semana trouxemos uma informação exclusiva, a qual obtivemos durante apurações e checagem. Você sabia que em Vitória temos uma viatura que patrulha 25 bairros em apenas um dia de serviço? Pois é, já dizia a letra da música do falecido Charlie Brown Jr, ‘o impossível é questão de opinião’.

Por determinação do comandante do 21º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco, uma viatura que tem a jornada de trabalho 24h, que por conta da operação padrão – reduziu para 12h de serviço – para atender a legalidade do movimento da categoria, patrulha 25 bairros em dois turnos: manhã e tarde.

O Diário Policial teve acesso as informações oficiais desta guarnição que faz ‘o impossível ser questão de opinião’. Começando o patrulhamento às 8h da manhã e finalizando às 19h, a viatura onipresente atende os bairros: Bela Vista, Cajá, Alto José Leal, Dois Leões, Campinas, Cajueiro, Vila União, Bela Vista, Borges, Caiçara I, II, e III, Matadouro, Vila União, Loteamento Santo Ivo, Loteamento Santana, Dois Terreiros, CAIC, Água Branca, Loteamento de Baú, Bairro Novo, Loteamento Luiz Gonzaga, Lagoa Redonda e Jardim São Pedro.

Na ordem de serviço, o graduado de operações que criou o mapa, frisa que as rondas ostensivas devem acontecer com abordagens em pontos especificados. Observa-se que quando o veículo policial está em uma área, os bandidos cometem suas investidas em outras. Uma falta de estratégias palpáveis do comando da unidade que empregou o pouco policiamento disponível de forma empírica e não otimizada, frase já citada em outras publicações desta coluna.

Ontem (05), os militares receberam outra recomendação. O efetivo que estiver de serviço deve priorizar, além das rondas nos 25 bairros, abordagem a taxistas.

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Dupla de moto realiza assaltos em Vitória; insegurança assusta vitorienses

NogueiraJunior
03/02/2017

O medo ao sair de casa: esse é o cotidiano dos vitorienses. Há duas semanas os assaltos em Vitória tiveram um aumento gritante. Nos últimos dias, centenas de pessoas foram vítimas dos famosos “dois caras em uma moto”. Nesta quinta-feira (03,) as características desses suspeitos vieram à tona. Utilizando uma motocicleta modelo Bros, vermelha, segundo relatos, os suspeitos fizeram um festival de assaltos em diversos bairros de Vitória. Tudo começou no Mário Bezerra, logo em seguida, se estendeu para o Jardim Ipiranga, Dique, Rua Amarela, Cajá e Matadouro. Enquanto os bandidos cometiam seus crimes, os policiais militares – uma minoria – faziam diligências para tentar captura-los e, obviamente, não tiveram êxito.

Por conta da Operação Padrão, muita coisa mudou no cenário da segurança de pública de Pernambuco. Entre as mudanças, o avanço desenfreado da violência nos interiores do estado. A falta constante de policiamento encorajou os bandidos a praticarem desordem em diversos locais.

E A POLÍCIA CIVIL?

Para piorar o agravante, temos uma Polícia Civil que pouco atua na cidade no combate à criminalidade – o que beneficia mais ainda os que vão de encontro à lei. Na maior parte dos casos de homicídios, roubos e furtos, os inquéritos são arquivados sem solução.

Mesmo com o reconhecimento do Governo, o estado de inércia continua o mesmo e isso se resume em apenas receber as ocorrências da Polícia Militar e arquivar. Faz quanto tempo que vimos a Polícia Civil de Vitória realizar uma operação/ação repreensiva? Pois é, faz muito, mais muito tempo mesmo. O que deixa o cidadão dependente de apenas uma corporação – a militar.

Muitas vezes, o indivíduo é orientado a prestar um registro de Boletim de Ocorrência, mas ao chegar no departamento, o policial de serviço já diz em voz alta: “tá fora de sistema, passa amanhã”.  Notamos uma indolência muito grande nas investigações de qualquer tipo de crime. Por conta disso, os problemas continuam, sem prisões de homicidas e assaltantes.

O CIDADÃO TEM QUE SE PRECAVER

Você já teve um amigo que foi roubado ou conversou com alguém que tivesse sido? Na maioria das vezes, isso pode ser evitado se certas normas de seguranças tivessem sido seguidas. O ladrão sempre “trabalha” com a lei do menor esforço. Se você dificultar o trabalho dele, com certeza ele irá procurar outra pessoa mais que dê o princípio da oportunidade. Com a escalada vertiginosa da criminalidade, os aparelhos celulares, bolsas e carteiras, passaram a ser a menina dos olhos dos marginais. Mas quais os motivos que levaram os ladrões a se especializar no furto e roubo a transeuntes? Vejam as dicas do Diário Policial:

É importante lembrar que nossa capacidade de proteção contra um assalto na rua depende muito do nosso nível de atenção ao contexto e das medidas de prevenção que nós usemos. Portanto, mantenha-se atento (a).

Quando estamos na rua é necessário ter consciência de tudo ao nosso redor e evitar as distrações. Sempre preste atenção para saber que não está sendo seguido por alguém, preste atenção nas pessoas ao seu redor quando caminha pela rua, e se um suspeito estiver rondando você há algum tempo, entre em um restaurante ou lugar público para despistá-lo.

Não é para ficar em estado de paranoia constante, mas sim estar alerta e prestar atenção ao que acontece a nossa volta. Os especialistas em segurança pessoal indicam que esta é uma das características fundamentais se queremos evitar ser assaltados na rua: não deixe as pessoas verem você como alguém vulnerável.

Evite o costume de manusear grandes quantidades de dinheiro “vivo”. Muitos roubos acontecem porque a informação de seus hábitos é filtrada aos ladrões, transformando você em uma vítima potencial. Quando tiver que fazer uma operação com bastante dinheiro (transferências, pagamentos, etc.) faça sempre on-line. Além disso não é recomendável nunca contar o dinheiro na rua. Se teve que sacar uma quantidade grande de dinheiro do banco por algum motivo, conte-o sempre lá dentro, discretamente e prestando atenção para que ninguém esteja vendo.

Você deve aprender a distribuir seus pertences em diferentes lugares de sua bolsa ou mochila, desta forma se um batedor de carteira ou ladrão tentar abri-la, os objetos de valor não estarão todos juntos. O celular e a maior quantidade de dinheiro devem ir, preferivelmente, nos bolsos da frente da nossa calça.

Nunca, nem por um minuto, perca de vista as suas coisas. Uma pequena distração pode fazer de você a vítima de um roubo. Também não é recomendável usar bolsas e mochilas que não fecham bem ou que não têm um fechamento adequado. Se usar alguma bolsa (principalmente no caso das garotas) que não tenha um fechamento seguro, leve uma carteira e o celular em seus bolsos.

É importante transitar sempre por ruas bem iluminadas e evitar ruelas e lugares escuros no meio da noite. Se estiver em um bairro que não conhece ou que conta com um índice de criminalidade alto, o melhor é não andar a pé: pegue um mototáxi corretamente identificado para abandonar o lugar.

Evite ter objetos de valor à vista: câmeras fotográficas, celulares, reprodutores de música, computadores, etc. Eles são uma tentação enorme para os ladrões. O melhor é mantê-los guardados em sua bolsa ou mochila e só tirar com muito cuidado em espaços seguros.

Também não é conveniente sair na rua repleto de joias e com peças de muito valor, elas são imãs para os ladrões.

Tenha sempre em seu celular o número da Polícia Militar e dos organismos de segurança de sua cidade, e se algum dia estiver em uma possível situação de roubo, poderá alertar rapidamente os corpos de segurança.

 

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Insegurança predomina Centro de Vitória

NogueiraJunior
25/01/2017

Cadê o policiamento no Centro? Essa é a pergunta que muitas pessoas estão fazendo após os moradores e comerciantes passarem momentos de terror nesta segunda-feira (23), em uma tentativa de assalto a uma joalheria na Praça Duque de Caxias, no Centro de Vitória de Santo Antão. Uma tremenda ousadia de criminosos, que já foram identificados, e devem ser presos há qualquer momento pela polícia. A ausência do policiamento encorajou os criminosos, os quais agiram sem medo e em plena luz do dia. Apesar do grande número de pessoas e a movimentação nas ruas, os assaltantes não se intimidaram para cometer a investida.

O desfalque de policiais nas ruas se dá por conta da Operação Padrão ou Polícia Legal que está ocorrendo em todo Pernambuco, onde os militares lutam por melhores salários e pelas condições mínimas de segurança para a execução do serviço. Segundo informações extraoficiais obtidas pelo Diário Policial, 95% do efetivo do 21º Batalhão de Polícia Militar aderiu ao movimento da categoria.

Olhando por outro lado, o pouco de policiais que temos patrulhando o município, boa parte deles, deveria cobrir a área central e comercial da Vitória. Haja vista, o grande número de estabelecimentos comerciais e também onde se concentra todas as agências bancárias – o que preocupa mais ainda a população em razão de investidas das quadrilhas especializadas em assaltos a bancos.

Os comerciantes, que lutam pelo pão de cada dia – arriscando suas vidas – nas madrugadas, manhãs e noites do cotidiano, sofrem por conta de assaltos e furtos. Esses crimes em sua maioria trazem grandes prejuízos econômicos a empreendedores locais e ao desenvolvimento socioeconômico da cidade, pois além da diminuição no fluxo de pessoas e dinheiro, alguns estabelecimentos fecham suas portas mais cedo por medo.

PRAÇA DA MATRIZ DOMINADA PELA RAPAZIADA

Bons tempos em que nossa Praça da Matriz era um dos maiores cartões postal da cidade e bastante frequentada por idosos, jovens, crianças e famílias, com o único objetivo: se divertirem e usufruir de um espaço tão bonito e aconchegante. Shows, eventos artísticos, e cantatas abrilhantavam as noites e atraiam todos àqueles que gostavam da boa música, barzinhos aconchegantes, pizzarias, soparias, sorveterias, que ‘engrossavam o caldo’ dos points ali localizados, especialmente no final de semana. Costumo dizer que a Matriz já foi uma opção de lugar tranquilo, mas hoje se transformou em um local violento e desagradável.

Infelizmente, o aumento gritante do consumo e tráfico de entorpecentes aliados à ausência da Polícia Militar e da Guarda Municipal, trouxeram frequentadores mal intencionados ao local, dando início a uma onda de violência desenfreada e resultando no aumento de roubos, furtos, brigas de galeras e até homicídio, motivados pela disputa da comercialização de ilícitos. Além de toda esta onda criminosa, a falta de organização e fiscalização de trânsito e utilização de sons pesadíssimos nos veículos que frequentam o ambiente tem tirado o sossego dos moradores locais e pessoas que buscam o entretenimento.

Nós somos conhecedores que na cidade temos o Ministério Público, mas o órgão deixa a desejar em vários aspectos, pois na maioria das vezes, as autoridades do poder judiciário fazem vista grosa para esse problema e outros. E pra finalizar não podemos esquecer-nos das câmeras de segurança instaladas no entorno da Praça da Matriz que são monitoradas pela Guarda Municipal e só servem de adereço. O dissabor é tão grande que ninguém mais faz críticas, pois virou algo rotineiro. Uns tem medo de denunciar, enquanto outros tentam acabar com essa imoralidade, mas sem apoio das autoridades fica nesta mesma situação.

POLÍCIA MILITAR TENTOU, MAS ‘’UMA ANDORINHA SÓ NÃO FAZ VERÃO’’

A Polícia Militar tentou diversas vezes por fim na farra dos delinquentes, porém eles faziam o papel de ‘enxugar gelo’. Muitos são menores de idade e quando são detidos, todo mundo sabe o que acontece: antes do policial terminar de preencher o Boletim de Ocorrências, o criminosinho saia pela porta da frente sorridente – como se tivesse ganhado na loteria.

Enquanto não houver uma união das forças de segurança, digo: Polícias Militar, Civil, Ministério Público e Poder Público Municipal, a população de bem clama às autoridades constituídas que saiam da inércia e acabem com este caos ali instalado através de ações integradas e sistemáticas para que não só cessem as práticas delituosas denunciadas por esta coluna, mas, que jamais voltem a ocorrer.

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