Em Vitória, quase 40 assassinatos são registrados no primeiro trimestre de 2017

Trinta e nove pessoas foram assassinadas em Vitória de Santo Antão no primeiro trimestre de 2017. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira no site da Secretária de Defesa Social (SDS). O aumento dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) continuam a todo vapor. Fazendo uma análise, observamos que no ano passado 86 pessoas foram mortas, números que não haviam crescido desde os últimos noves anos. O ano mais violento no município foi em 2008 com 87 crimes – um a mais que 2016.

Voltando para 2017, em apenas três meses, mais de trinta homicídios já estão contabilizados pela Polícia Civil no município. Janeiro fechou com 15; fevereiro com 9 e março com 15. Para piorar, os Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP) continuam subindo. De acordo com os dados, janeiro obteve 150 registros, fevereiro 164 e a alavancada foi em março, com 180. A categoria inclui roubos a estabelecimentos comerciais, agências bancárias, ônibus, transeuntes, residências e automóveis; sequestros e extorsão mediante sequestro.

Estupro e violência doméstica e familiar contra mulheres

As ocorrências de crimes de estupros tiveram uma redução significativa. Neste ano cinco casos ocorreram, comparado a 2016, que obteve 36 crimes desta modalidade. Comemoramos de um lado e lamentamos de outro. Quando se trata de vítimas de violência doméstica, nota-se que até março 99 mulheres foram vítimas. Comparado a janeiro e fevereiro, março desbancou 39 pessoas.

É preocupante como esses números assustam não só a imprensa, mas a sociedade civil, que hoje vive sitiada pelo medo. A não adesão dos policiais ao Programa de Jornada e Extra de Segurança (PJES) e a intensificação da operação padrão tem contribuído o aumento da criminalidade. Vale salientar que a operação padrão exige que todo efetivo antes de ser lançado às ruas faça um tipo de ‘revisão’ dos equipamentos de uso como: coletes à prova de balas, viaturas com os requisitos exigidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs). É notável que se tudo estiver dentro da legalidade na segurança pública de Pernambuco, a operação não teria refletido no cenário.

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