Copergás diz que privatização está fora da pauta da empresa pública

Em Grande Expediente Especial promovido nesta segunda (6), representantes da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) e deputados da bancada governista não confirmaram a intenção de se privatizar a empresa. Com participação da sociedade civil, o debate foi motivado pela assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o Estado e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para planejar ações e avaliar as condições do mercado e parcerias com o setor privado. A discussão deve ser tratada novamente nas comissões temáticas do Poder Legislativo.

De acordo com a deputada Teresa Leitão (PT), que solicitou a reunião, a divulgação pelo BNDES, em julho, de um edital para contratação de estudo sobre a estruturação e desestatização da Copergás gerou receio de uma possível privatização. “A Copergás tem mostrado qualidade, eficiência e dá lucro. Ela tem um papel estratégico importante e não prescinde do controle social”, disse a parlamentar, que presidiu a reunião. “Somos contra a privatização, pelo que apresenta e pelo que ainda pode fazer. Queremos que ela cresça como empresa pública, associada à função social que precisa ter”, acrescentou.

A companhia atualmente tem o Estado de Pernambuco como sócio majoritário, com 51% das ações. A Petrobras Gás S.A. (Gaspetro) e a Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda. possuem, cada uma, 24,5%. Representantes da Copergás no Grande Expediente Especial, Marcelo Barradas e Isabela Santana destacaram que a empresa atende 31 mil clientes e é a quarta maior do Brasil em movimentação de gás natural. Eles também abordaram o planejamento para expansão da rede na Região Metropolitana do Recife. “A privatização não é um assunto que está na agenda do dia a dia da companhia”, disse Barradas.

Rogério Almeida, da Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirmou que manter o caráter público da Copergás é importante para garantir o desenvolvimento no Estado com preocupação social. Em nome do Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba (Sindipetro PE/PB), Thiago Gomes, por sua vez, cobrou um posicionamento claro do governador. “No ano passado, tivemos uma receita bruta de R$ 1 bilhão, que gera grande interesse econômico. Não podemos permitir que uma empresa lucrativa do Estado vá para o capital estrangeiro e que o lucro passe a ir todo para fora do País”, sustentou.

De acordo com o líder do Governo, deputado Isaltino Nascimento (PSB), os números apresentados relativos aos investimentos e ao crescimento da companhia “já respondem à inquietação sobre o direcionamento político que o Governo pretende dar à Copergás”. “Não há ambiente para o debate sobre a privatização. A empresa é o que é hoje porque o se investe nela”, assinalou o deputado socialista.

Por sugestão do líder da Oposição, Sílvio Costa Filho (PRB), Teresa Leitão anunciou que enviará um ofício a Paulo Câmara solicitando uma reunião para tratar do assunto. Ela também indicou que as comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico podem debater a questão. Os deputados Edilson Silva (PSOL), Rodrigo Novaes (PSD), Aluísio Lessa (PSB) e Terezinha Nunes (PSDB) se manifestaram contra a privatização da Copergás.

 

Informações da Alepe

Foto: Roberto Soares/Divulgação

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